Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

JOÃO SILVESTRE

AVÔ RIBATEJO

TEJO ARRIBA SAUDOSA FRAGATA

DE MEUS AVÓS, VELAS A TODO O PANO

"FIXA O LEME!, GRITA O MESTRE-"GAITA"

"OLHA O BAIXIO, AINDA TE ESGANO"...

 

MEU AVÔ, O MESTRE, PELE TISNADA

PELO SOL, PELO GELO, ERGUIA A VOZ!

TEJO ABAIXO, MELÕES, CORTIÇA, A BARCADA

ALMEIRIM, Vª FRANCA, ALHANDRA, ENFIM A FOZ!

 

TEJO ARRIBA, AÇÚCAR, O FIEL AMIGO, O SAL...

VENCER A VIDA, A CORRENTE DO RIO GRANDE

DURA EMPRESA, FRAGATA, ESTREITO O CANAL

RIJOS HOMENS, MÃOS DE AÇO, ALMA DE GIGANTE!

 

RIBATEJO ANTIGO, BELO, VIDA MARINHEIRA

AS VELAS BRANCAS TEJO ARRIBA, TEJO ABAIXO

ASAS DE GAIVOTAS, VISTAS DA RIBEIRA ....

DE SANTARÉM, DE VALADA, DO CARTAXO...

 

SAUDADES RIBATEJANAS DE OUTRA ERA

ECOS DO VENTO, NA CALMARIA A ESPERA

ANCORADOS AOS PÉS DE SANTA IRIA !

 

ORANDO SUAS PRECES, HOMENS DE FÉ

ROGANDO PELO VENTO, FOSSE BOA A MARÉ

LOBOS DO TEJO, DEVOTOS DA SANTA, SUA GUIA!

 

AOS MEUS AVÓS E MEU PAI

 

João Silvestre

publicado por João Chamiço às 12:19
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

ROSILDO OLIVEIRA

ROSILDO OLIVEIRA

Rosildo Oliveira, Poeta, Cantor, Animador de Rádio, nasceu no Brasil onde iniciou a sua carreira artística. Radicado em Almeirim há já alguns anos, desempenha afincadamente a função de animador na Rádio Bonfim aqui na Cidade de Almeirim na frequência de 104,90 de segunda a sexta entre as 8h00 e o meio dia, e atrvés da net para todo o mundo em:   http://www.radiobonfim.com/  A par deste trabalho, o Rosildo Oliveira dá ainda continuidade à carreira de Cantor. A escrita é outra das suas paixões. Gravou muito recentemente um CD com músicas e letras da sua autoria.

 

 

BEIJOS DAS ÁRVORES

 

As plantas, as canções

A magia e o violão

O filho de Paul

Que andou madrugada, chão

Abraço árvores

E viajou…..

 

Na avenida era Epitácio

No asfalto era o Pessoa

Só quem não entende

Entende…

Numa boa!

 

E aos poucos músico e louco

Num abraço nocturno

Faz as árvores sorri

Gameleira, Ipê roxo

És a sombra neste mundo torto.

 

 

 

NOSSO MUNDO

  

Não há ordem nem desordem

Mas não há comendo nem comandado

Não há inicio, nem meio, nem fim

Apenas há…

 

 Tudo transcende o comum

Não há um, nem milhões

Perdidas lei dos homens

Benditas leis naturais

  

Nem mulheres,

Nem homens

Nem gays,

Apenas humanos…

 

 

 

HÁ CÉUS?

   

Existe?

Com certeza.

Sangra?

Clara veia

Onde?

Sei lá

E quem ministra o obvio?

Cega?

Por qual visão?

Eremita?

Em qual solidão

Enquistar

Quem sou no céu?

 

 

 

 

SEI LÁ  (Para o Poeta Italo Mota)

  

Sou beira de caminho

Fuchico de vizinho

Sou porta que não abre

Dia de feira….

 

 

Não sei se calo, se falo, se estalo

Estou de bobeira

Não sei se grito no meio do infinito

Estou deserto

 

 Sou mancha de retrato

Do quadro sou moldura

Pintura na ponta do zelo

Em noite escura

  

Não sei se corro, se fico, se passo

Nem sei se acho

Não sei se rio, choro, morro

Estou no espaço…

 

  

SEI LÁ  (Para o Poeta Ítalo Mota)  09.07.08

É……..

Eu vi ele só

Era só acompanhado

Ele trazia um

E os dois sentiam fome

Eu vi ele nu

Era frio

Porém coberto

São velhos jornais

E novos os sonhos

Pensamentos

Eu vi ele só .....

Rosildo Oliveira

 

 

                                              IMBECIS SÃO VOCÊS

 

 

Palmas ou vaias

São partes de um artista

Mas há sempre as críticas

Que vem para destruir

Que enterram no começo

Quem deseja começar.

Aplausos ou vaias

Nas horas exactas

Pois imbecis vaiam para negar o valor

Invejosos ou incapazes

De fazer o mínimo que a arte pode oferecer

Nós os artistas

Recebemos as vaias

Como pagamento por uma obra a melhorar

É um incentivo para que venha o melhor

Por tudo isso e muito mais

Batam palmas, muitas palmas

 

Para este público sem coração...

 

 

                                                      " Rosildo Oliveira  1977"

                                                

PRECADO

Casa...

Case no caso

Semi pecado

Frutos reais, naturais

Maçã jamais

Eva na cabeça de Adão

Louco

Adão além

Jamais nua

Passa tempo

Eva não

Loucos

Mas que variam de direcção

E que aprofundam-se na escuridão

Alucinação...

Pé de cabra

Azar

Bolso limpo

Mão vazia

Bicho seda pra injectar

Na vez cheia

Esvazia veia....

                                                     Rosildo Oliveira      1978

                                     

 

ESTRANHO

 

 

O lugar é calmo

Frio e forte o vento

Ardidos os pensamentos

Os passos inflamáveis

O respirar lavas....

O comer pólvora

E quando náuseas abalam as estruturas

Ouvem-se ruídos

E logo após seus olhos jorram fogo

Mas o mais estranho extremo deste ser

É quando num desabafo chora

Não é extra terreno

Mas estranho ser com modos fúteis

Magnata sem coração

Implora sem coração

 

Implora no fim perdão

 

 

 

 

                                                           Rosildo Oliveira   1979

 

 

SEI LÁ

Sou beira de caminho
Fuchico de vizinho
Sou porta que não abre
Dia de feira….
 
Não sei se calo, se falo, se estalo
Estou de bobeira
Não sei se grito no meio do infinito
Estou deserto
 
Sou mancha de retrato
Do quadro sou moldura
Pintura na ponta do zelo
Em noite escura
 
Não sei se corro, se fico, se passo
Nem sei se acho
Não sei se rio, choro, morro
Estou no espaço…

Rosildo Oliveira 2008-7-09

publicado por João Chamiço às 15:25
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

FERNANDO NEVES DIAS

21 DE MARÇ0 DE 2010

DIA MUNDIAL DA POESIA

 

O BEIJO FRIO

 

O título deste poema

Que derivado ao seu tema

Inclui a palavra frio

Ele só será consumado

Quando alguém a nosso lado

Sem nos querer deixar partiu

 

É uma estranha sensação

Que chegou ao coração

Quando isso aconteceu

O dito coração estremeceu

Quando um ente querido morreu

 

Já passei pela experiência

Até com alguma exigência

Na morte do pai e da mãe

Não voltarei a fazê-lo

Porque é difícil esquecê-lo

Pela frieza que tem

 

Por isso tenho optado

Noite e dia em qualquer lado

Beijar minha esposa querida

Porque um beijo com valor

Para se sentir seu calor

Tem de ser dado em vida.

 

Fernando Dias

publicado por João Chamiço às 21:17
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Quarta-feira, 24 de Março de 2010

NÃO MORRO, PRA NÃO MORRER - Rosildo Rliveira

NÃO MORRO, PRA NÃO MORRER

 

 

Na certeza de um ser interminável

Como quem morre acordado

Além de tudo que possa crer

Do sal da vida

Da transformação real do interior

Da percepção de um ser áureo

Da mágica viagem ao cosmo

Até a certeza da luz.

 

Rosildo Oliveira

publicado por João Chamiço às 18:38
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MOVIMENTO - ROSILDO OLIVEIRA

MOVIMENTO

 

   

Somos nós

A sós

Somos nós

E a cada movimento

Somos vós

Que grita por um ideal

Somos cena

Que a cada dilema

Encena .......

publicado por João Chamiço às 18:31
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Sábado, 27 de Junho de 2009

JOSÉ LIMA DE ANDRADE

 

Cheiro de Almeirim
 
Pela Janela entra a uva
Pelo Portão sai o vinho
Tanto trabalho…tanto carinho
Fermenta o mosto já na cuba
 
 
O vinho é aqui, o nosso pão
O meu, é de todos o melhor.
Feito de trabalho e dedicação
Nenhum outro tem tanto sabor
O meu vinho é um caso à parte
 É toda a minha arte…
A minha grande criação
 
À janela param os carros de bois
Com celhas de uva dourada.
Saiem do portão os aranhóis
Correm os cavalos pela calçada
 
Quantas adegas…quantas Caldeiras?
De Fazendeiros ou de Lavradores
Quantos ranchos de namoradeiras
Tantos bailes e adiafas de alegria
Quantos Rapazes perdidos de amores.
Quanta saudade, para quem partia
 
Coisas que já não se vivem agora
Privilégio dos que aqui viveram
E daquelas que por esse mundo fora
Nesse tempo aqui estiveram
 
Havia um cheiro diferente
Que embebedou muita gente
Cheiro que guardo na memória,
Pois nunca houve cheiro assim.
Não há já aranhois, nem aguardente
Era o cheiro dos tempos de glória
Cheiro que já não se sente
Que saudade…do cheiro de Almeirim
 
 
José J. Lima Monteiro Andrade
19 de Outubro 2008
tags: , ,
publicado por João Chamiço às 18:16
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

FALECEU MATIAS VERÍSSIMO

MATIAS VERÍSSIMO BENTO, um dos poetas aqui referidos neste blog, acaba de nos deixar aos 84 anos.
O seu funeral teve lugar no dia 24 de janeiro de 2009 pelas 10h00 e o cortejo fúnebre saiu de sua casa para o cemitério de Almeirim.

Endereço os meus sentidos pêsames à família e a todos os seus amigos.

 

João Chamiço

publicado por João Chamiço às 14:58
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

CANÇÃO DO VENTO

 CANÇÃO DO VENTO

 
  
O Vento canta
Uma canção distante,
Levanta a areia da praia
E tudo rodopia à sua volta,
Naquelas tardes quentes
De águas tão frias,
Brilhantes
Cantantes
Coloridas
Da cor do Dia.
 
Leva para longe
A nostalgia
Deixa um areal diferente
E sinto quanto caminhas
Ao som desse Vento.
 
A areia ondula …
Mostra tesouros
Jóias do Mar e da Terra
E aquele Vento
Quente
Agreste
Rodopia contigo.
 
Vejo o arvoredo
Ondeando levemente
E as ondas sussurram
Reflectindo o Firmamento.
 
Alguém a contar
A tentar lembrar
A tua história.
 
E sempre os Poetas
Santos e Eremitas,
Escutam …
Como Eles sabem escutar …
 
E o teu falar
Levado nas ondas do Mar
Agitado e convulso
E o Vento
De Terras distantes …
 
É teu e um pouco,
Meu …
Para além de tudo! …
 
Maria Luísa Adães
Blog da autora, ver aqui:
http://prosa-poetica.blogs.sapo.pt/2008/04/
publicado por João Chamiço às 22:08
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

PALÁCIO DE SAL (Maria João B. Sousa)

                             

 

Ó meu palácio líquido e imenso

De torreões de espuma imaculada,

Todo bordado em renda recortada

Sobre esse fundo de um azul intenso...

 

São muralhas instáveis que condenso

Nesta imagem recorrente e inspirada

Que surge deste olhar-te e estar calada

Na profunda atenção que te dispenso...

 

Morada de sereias e tritões!

Estranha fauna deste imaginário

Eterno e colectivo ou irreal

 

Que habita para além desses portões

Que invento para ti, ó meu sacrário

Feito de sonhos e água com sal...

 

(Imagem retirada da Internet)

 

NOTA - Este é o segundo soneto com que concorri aos Jogos Florais.

                                                Maria João B. Sousa

 

           Clique no link em baixo para ver o blog da autora

             http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/73290.html

sinto-me: Neptuno
música: Óh Mar Salgado
publicado por João Chamiço às 23:01
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Emiliano Costa (Algarve)

                                                  Jardins do Palácio de Estoi

 

  
        "ALDEIA BRANCA"
 
Circunscrito à moldura da janela,
Vai o quadro do dia já a meio,
Potes de azul derramam-se na tela
E o sol a rir-se, a rir, bate-lhe em cheio.
 
Que inundação! Por cima de quintais,
Sobre telhados, torres, parreiras,
É o céu, é o céu azul demais!
 
Aflita, a aldeia acorre: e o ar atira
O gesso, a cal, chapões de claridade,
A ver se a cor deslava, o azul se atira.
Que superabundância – a claridade!
 
E eu visto a bata de escaiolador.
E eu sou espátula, pincel, pintor.
E eu já não sei o que faça a tanta cor.
 
Emiliano Costa
                              Poeta
 
Tavira 03-12-1884           Estoi 01-01-1968
 
               Um busto do poeta com o poema aos pés pode ser visitado no  
               Largo General Humberto Delgado na freguesia de Estói – Faro.
 
      Estoi é aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_de_Est%C3%B3i
              e aqui: http://www.guiadacidade.pt/portugal/index.php?G=monumentos.ver&artid=15528&distritoid=08
 
 
publicado por João Chamiço às 22:48
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