Sábado, 16 de Agosto de 2008

"ANTÓNIO FIGUEIREDO"

"ANTÓNIO FIGUEIREDO"

 

Se falarmos de António Manuel Cordeiro Figueiredo ou simplesmente António Figueiredo, facilmente associamos o nome ao Artista Cantor nascido em Alcanhões e desde há muito radicado em Almeirim. Ele é sobejamente conhecido em todo o Ribatejo e não só.

 Mais difícil será certamente alguém associar este nome à poesia. É verdade que o António Figueiredo escreve mais com a intenção de vir a cantar os poemas que faz, porém, numa conversa informal e descontraída que tivemos os dois quando tomávamos um café, tive ocasião de poder apreciar alguns desses poemas. Uns que me mostrou, e outros que tive até ocasião de poder escutar a serem recitados de cor pelo António Figueiredo. Memória de fadista já se vê.

António Figueiredo conta já com uma longa carreira de cantor na vertente do Fado. Tem alguns cd(s) gravados onde se incluem alguns poemas da sua autoria, embora esteja actualmente a fazer sucesso interpretando alguns fados popularizados por Carlos do Carmo.

.

 

 

 

 

 

                                                    MINHA  HERANÇA

.

Minha gaivota de esperança

Minha lágrima contida

Um sorriso de criança

Minha paixão minha vida

.

Vejo de longe o navio partir

Fico no cais agarrado à minha herança

Levas contigo meu sonho sem saber

Se voltares vou dizer

Minha gaivota de esperança

.

A ilusão do amor que eu vivi

Leva o vento com as ondas da partida

O Céu vai ler a carta que escrevi

Em saudade leva para ti

Uma lágrima contida.

.

Dá tempo ao tempo pois o tempo vou esquecer

Um novo amor voltará eu tenho esperança

E novamente meu peito vai bater

Meus olhos vão viver

Um sorriso de criança

.

Esse navio um dia irá voltar

Ao cais onde vivi essa partida

Mas saudade mudou de lugar

Não mais ouviu falar

 

Minha paixão minha vida

 

.

                              António Figueiredo

 

.

..

FADO SEM NOME

.

Se a minha voz ao cantar

Desse o dom à tua voz

Falavas no verbo amar

Até podias cantar

Um poema só p’ra nós

.

Se o meu coração pudesse

Dar-te o amor que tenho cá dentro

Talvez um dia dissesses

Talvez um dia quisesses

Abraçar este lamento

.

Se meus braços apertassem

Os desejos do meu peito

Os meus sonhos te olhassem

Os meus lábios te beijassem

Nascia um amor-perfeito

.

O meu corpo está cansado

De esperar pelo teu corpo

Lê os versos deste fado

Vem p’ra mim não é pecado

Abraçar este meu corpo.

.

 

          António Figueiredo

 

publicado por João Chamiço às 21:33
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