Sábado, 27 de Novembro de 2010

ROSILDO OLIVEIRA

ROSILDO OLIVEIRA

Rosildo Oliveira, Poeta, Cantor, Animador de Rádio, nasceu no Brasil onde iniciou a sua carreira artística. Radicado em Almeirim há já alguns anos, desempenha afincadamente a função de animador na Rádio Bonfim aqui na Cidade de Almeirim na frequência de 104,90 de segunda a sexta entre as 8h00 e o meio dia, e atrvés da net para todo o mundo em:   http://www.radiobonfim.com/  A par deste trabalho, o Rosildo Oliveira dá ainda continuidade à carreira de Cantor. A escrita é outra das suas paixões. Gravou muito recentemente um CD com músicas e letras da sua autoria.

 

 

BEIJOS DAS ÁRVORES

 

As plantas, as canções

A magia e o violão

O filho de Paul

Que andou madrugada, chão

Abraço árvores

E viajou…..

 

Na avenida era Epitácio

No asfalto era o Pessoa

Só quem não entende

Entende…

Numa boa!

 

E aos poucos músico e louco

Num abraço nocturno

Faz as árvores sorri

Gameleira, Ipê roxo

És a sombra neste mundo torto.

 

 

 

NOSSO MUNDO

  

Não há ordem nem desordem

Mas não há comendo nem comandado

Não há inicio, nem meio, nem fim

Apenas há…

 

 Tudo transcende o comum

Não há um, nem milhões

Perdidas lei dos homens

Benditas leis naturais

  

Nem mulheres,

Nem homens

Nem gays,

Apenas humanos…

 

 

 

HÁ CÉUS?

   

Existe?

Com certeza.

Sangra?

Clara veia

Onde?

Sei lá

E quem ministra o obvio?

Cega?

Por qual visão?

Eremita?

Em qual solidão

Enquistar

Quem sou no céu?

 

 

 

 

SEI LÁ  (Para o Poeta Italo Mota)

  

Sou beira de caminho

Fuchico de vizinho

Sou porta que não abre

Dia de feira….

 

 

Não sei se calo, se falo, se estalo

Estou de bobeira

Não sei se grito no meio do infinito

Estou deserto

 

 Sou mancha de retrato

Do quadro sou moldura

Pintura na ponta do zelo

Em noite escura

  

Não sei se corro, se fico, se passo

Nem sei se acho

Não sei se rio, choro, morro

Estou no espaço…

 

  

SEI LÁ  (Para o Poeta Ítalo Mota)  09.07.08

É……..

Eu vi ele só

Era só acompanhado

Ele trazia um

E os dois sentiam fome

Eu vi ele nu

Era frio

Porém coberto

São velhos jornais

E novos os sonhos

Pensamentos

Eu vi ele só .....

Rosildo Oliveira

 

 

                                              IMBECIS SÃO VOCÊS

 

 

Palmas ou vaias

São partes de um artista

Mas há sempre as críticas

Que vem para destruir

Que enterram no começo

Quem deseja começar.

Aplausos ou vaias

Nas horas exactas

Pois imbecis vaiam para negar o valor

Invejosos ou incapazes

De fazer o mínimo que a arte pode oferecer

Nós os artistas

Recebemos as vaias

Como pagamento por uma obra a melhorar

É um incentivo para que venha o melhor

Por tudo isso e muito mais

Batam palmas, muitas palmas

 

Para este público sem coração...

 

 

                                                      " Rosildo Oliveira  1977"

                                                

PRECADO

Casa...

Case no caso

Semi pecado

Frutos reais, naturais

Maçã jamais

Eva na cabeça de Adão

Louco

Adão além

Jamais nua

Passa tempo

Eva não

Loucos

Mas que variam de direcção

E que aprofundam-se na escuridão

Alucinação...

Pé de cabra

Azar

Bolso limpo

Mão vazia

Bicho seda pra injectar

Na vez cheia

Esvazia veia....

                                                     Rosildo Oliveira      1978

                                     

 

ESTRANHO

 

 

O lugar é calmo

Frio e forte o vento

Ardidos os pensamentos

Os passos inflamáveis

O respirar lavas....

O comer pólvora

E quando náuseas abalam as estruturas

Ouvem-se ruídos

E logo após seus olhos jorram fogo

Mas o mais estranho extremo deste ser

É quando num desabafo chora

Não é extra terreno

Mas estranho ser com modos fúteis

Magnata sem coração

Implora sem coração

 

Implora no fim perdão

 

 

 

 

                                                           Rosildo Oliveira   1979

 

 

SEI LÁ

Sou beira de caminho
Fuchico de vizinho
Sou porta que não abre
Dia de feira….
 
Não sei se calo, se falo, se estalo
Estou de bobeira
Não sei se grito no meio do infinito
Estou deserto
 
Sou mancha de retrato
Do quadro sou moldura
Pintura na ponta do zelo
Em noite escura
 
Não sei se corro, se fico, se passo
Nem sei se acho
Não sei se rio, choro, morro
Estou no espaço…

Rosildo Oliveira 2008-7-09

publicado por João Chamiço às 15:25
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