Sábado, 16 de Agosto de 2008

HELDER MAÇÃO

HELDER MAÇÃO “ – Notas Biográficas -

Hélder Vitória Mação nasceu em Tancos a 6 de Setembro de 1965. Viveu alguns anos em Almeirim onde desenvolveu honroso trabalho cultural e granjeou numerosos amigos principalmente nos meios culturais. Aqui escreveu “RIMAS À VIDA” – De Alma e Coração – que ele próprio dedicou a título póstumo como tributo à sua então já falecida mãe.

Hélder Mação era possuidor de um vasto currículo cultural. Frequentou o Seminário Maior de uma Congregação Religiosa, a Universidade Católica de Braga, nos cursos de Teologia e Ciências Filosóficas e o Conservatório Regional da mesma cidade, tendo concluído os Estudos Musicais na Escola Superior de Música de Lisboa.

Cursou: Canto Superior, e técnica Vocal (Solfejo, Acústica, Polifonia e Harmonia, estudou ainda História da Música e Composição.

Tornou-se Maestro em 1984.

Em Dezembro de 1984 fundou o Grupo Coral de Tancos, em Janeiro de 1993 tornou-se o primeiro maestro do Orfeão de Almeirim. O Coro Juvenil do Orfeão de Almeirim foi também formado durante a sua regência, daí que o tenha ensaiado a par do Coro Adulto. Manteve essa actividade até 1999.

Também em 1993 fundou o Orfeão de Alpiarça do qual foi o primeiro Director Artístico.

Dirigiu interinamente o Coro da Sé de Lisboa.

A par da sua actividade musical e do emprego em Santarém, sobrava-lhe tempo para dar asas à paixão que pela escrita fervilhava dentro de si.

Publicou: “TANCOS – ETNOGRAFIA E FOLCLORE”

              “CÁ DENTRO” Livro de Poesia.

              “TANCOS – Ecos do passado e do Presente”

                                   E finalmente;

               “RIMAS À VIDA” – De Alma e Coração – em Outubro de 2001 foi a obra derradeira, pelo menos publicada.

A morte prematura aos 40 anos deixou mais pobre alguns meios Culturais. Em Almeirim a sua partida de entre nós foi particularmente sentida

 

 

“AS VINHAS”

 

Nestas terras, outrora eleitas por Baco,

Onde não correm nem leite nem mel

Mas bom néctar, mosto doce e opaco,

Muita vida. Pintura morta de um pincel.

                         

O vinho convida à alegria, à amizade

Se bebido com regra, com moderação.

Todos excessos estragam, na verdade,

Festas de sabores, paladares ou emoção.

                         

Vinhos abundam nesta terra de Almeirim,

Riqueza deste povo. A vindima é o fim

De um ano de trabalho árduo e dedicado.

                         

Gente que labuta nestes campos imensos

Suando aos trabalhos duros, mais intensos;

Mas que ao fim da faina é recompensado.

                                      Hélder Mação

publicado por João Chamiço às 23:32
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