Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

FRANCISCO HENRIQUES (XICO PISCO)

 

"DECLARAÇÃO DE AMOR A ALMEIRIM"
 
Amo-te... Porque foste o meu Rincão,
O meu Vergel, o meu Jardim Florido...
- Embora nem um palmo do teu chão
Alguma vez me tenha pertencido.
 
 Amo-te... por aqui se terem dado
As Cortes em que orou Febo Monis...
- Conquanto não se tenha proclamado
Esse rei português que o povo quis.
 
Amo-te... porque exaltas na Campina
O cântico de amor à liberdade...
- E contudo o teu jugo me domina
Como se fora uma prisão sem grade.
 
Francisco Henriques

  

 

Quem passa distraído ou apressado pelos jardins da Biblioteca Marquesa de Cadaval, pode não reparar no busto de Homem que ali se encontra, e os que nele reparam, saberão alguma vez a razão que nos levou a escrever a palavra Homem com (H) grande? Francisco Henriques, é esse o seu nome. Não era, é! Que importa que o homem tenha já partido de entre os vivos se o poeta que ele é irá viver para sempre?
O propósito primeiro deste blog é dar a conhecer os poetas de Almeirim de ontem e de hoje na certeza de que todos eles serão também de amanhã se não os deixarmos morrer dentro de nós.
"CÂNTICO À MINHA TERRA" livro editado pelo Jornal Mirante em 1999 (1ª edição e 2003 a 2ª), foi a consagração do poeta Francisco Henriques (Xico Pisco) a escasso tempo da sua partida de entre os vivos em 24 de Maio de 2002.
Nascido em Almeirim, não conseguiu nunca abandonar a sua terra natal. Passou por isso ao lado de uma carreira artística em Belas Artes por não querer trocar Lisboa pela terra que o viu nascer.
Não tendo feito grandes estudos era mesmo assim detentor de uma grande cultura e um verdadeiro mestre no domínio da língua portuguesa. A sua obra poética é digna da nossa admiração. É aliás digna de ser tida como referência para todos os que se revêem na poesia e gostam de escrever.
Na sua obra podemos beber ensinamentos de toda a ordem, pena é que grandes poetas como Francisco Henriques e outros não sejam ensinados ainda que ao de leve fosse nas nossas escolas locais.
No prefácio da 1ª edição ele dizia assim: Este é o livro que sempre desejei escrever.
Inteiramente dedicado a Almeirim, é o único meio que tenho de dar alguma coisa à terra que tudo me deu - Berço, Lar, Família, Trabalho, Beleza, Inspiração - e espero que me dê a Sepultura.
Ninguém sabe porque nasce numa terra e não noutra. Mas eu sinto que só poderia ter nascido aqui, como um lírio triste que somente neste vale se daria bem.
Tal como àqueles a quem votei amor ou amizade, levarei Almeirim no mais íntimo da alma; o coração na terra-mãe ficará, e continuará a pulsar neste derradeiro cântico à minha terra, corolário da minha terna e apaixonada declaração de amor a Almeirim.
Francisco Henriques foi o poeta escolhido pela Associação de Defesa do Património de Almeirim para ser o Patrono dos Jogos Florais desta Cidade.
 
Veja nos endereços abaixo referências a Francisco Henriques
 http://canticosdabeira.blogs.sapo.pt/28839.html?view=20135#t20135
http://www.racal-clube.pt/Pages/Jogos-florais_Distinguidos.htm
publicado por João Chamiço às 19:26
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO

Haverá provavelmente quem fique a pensar que este blog se destina a publicar trabalhos versando apenas ou quase, os 20Km de Almeirim.

 
Acontece que, obter um simples trabalho de cada poeta tem-se revelado praticamente uma “Missão Impossível”, razão pela qual optámos por publicar o que “há à mão”. (Quem não tem cão caça com gato), por isso, publicamos o que temos.
 
Deixamos aqui o nosso apelo a quem possa ter outro tipo de trabalhos destes poetas ou outras informações relevantes para um melhor conhecimento da nossa cultura local, que nos faça chegar a informação aos contactos seguintes:
 
tasajanela@sapo.pt
 
bouvons@hotmail.com
 
+351 914567470
 
João Chamiço
sinto-me: Expectante
publicado por João Chamiço às 00:20
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JOÃO CHAMIÇO

 

CAUDAL INFINITO
(20 Quilómetros de Almeirim)
 
Core, Corre, num caudal infinito,
Como um rio, sem principio nem fim
Transformado em mar de gente, bonito
Que inunda de lés a lés Almeirim.
 
Correm nele, caras de tantas cores,
E correm crianças, velhos e novos.
Corram, corram, senhoras e senhores!
Que esta corrente é de todos os povos!
 
Corram, nesta corrente turbulenta
Em que se confundem; foz e nascente
Em vagas de preia-mar incontida.
 
Na mansa baixa-mar de marcha lenta
Em que mesmo os náufragos, facilmente
Se alheiam, de outras tragédias da vida.
 
João Chamiço
 
A todos os participantes e organizadores dos  20Km de Almeirim.

 

publicado por João Chamiço às 00:15
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MATIAS VERÍSSIMO BENTO

 

20 Quilómetros são
A grande competição
Que em Almeirim se renova,
E de todos os lugares
Vêm atletas aos milhares
Para disputar a prova.
 
Cada qual com o seu porte,
Porém, todos de alma forte
E vontade de vencer;
Mas há sempre uma surpresa,
Pois ninguém tem a proeza
De chegar, ver e vencer.
 
Nem que corra como as corsas,
Tem de dosear as forças
Durante a longa corrida;
Mete em África uma lança
Quase mantém viva a esperança
Que acalentava à partida.
 
Quer das pernas quer dos braços,
São naturais os cansaços
Mesmo até num campeão;
De mais ou menos idade,
Todos em pé de igualdade
Corre que corre lá vão.
 
Corpo são e mente sã,
Nem o frio da manhã
De Inverno, a chuva, a geada,
Lhes arrefece a paixão,
Que o bater do coração
Marca o ritmo da passada.
 
Corpo alagado em suor
Seja melhor ou pior
Pois não há bom nem ruim
Maior ou menor atleta,
Eis que a volta se completa
Como um abraço a Almeirim.
 
Um abraço de amizade
Que envolve a nova cidade,
De pergaminhos antigos.
Franqueando a sua pista,
Assim Almeirim conquista
Mais uns milhares de amigos.
 
À tarde no pavilhão,
A justa consagração
Que aos atletas dá conforto,
Seja último ou primeiro,
Todos têm lugar cimeiro
Todos honram o desporto.
 
Matias Veríssimo Bento
publicado por João Chamiço às 00:13
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

MARQUESA DE ALORNA

(Lisboa, 1750 - idem, 1839)

 
Escritora portuguesa. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre, 4.ª marquesa de Alorna, é uma das mais notáveis vozes do pré-romantismo em Portugal. Neta, por parte da mãe, dos marqueses de Távora, executados pela justiça do marquês de Pombal devido ao seu envolvimento numa conspiração contra o rei D. José I, é, em 1758, enclausurada no Convento de Chelas, de onde é libertada dezanove anos depois, em 1777, após a queda política do marquês. No entanto, a sua prolongada reclusão é o principal motivo para a esmerada formação literária e científica que recebe. Leituras de Rousseau, Voltaire, da Enciclopédia de Diderot e d'Alembert, abrem o seu espírito vivo e inquieto às ideias do iluminismo francês. Casa com o conde de Ovenhausen, oficial alemão que viaja pela Europa, do qual fica viúva aos 43 anos. Apesar das dificuldades económicas que a viuvez lhe acarreta, a sua residência transforma-se num foco de ebulição cultural, onde se debatem as novas ideias políticas e também as novas correntes estéticas e literárias. Bocage e Alexandre Herculano, em períodos diferentes, são dois dos frequentadores do seu salão. Sob o nome árcade de Alcipe trabalha em traduções do latim (a Arte Poética, de Horácio, por exemplo), do alemão (textos de Christoph Wieland), do inglês (o Ensaio sobre a Crítica, de Alexander Pope) e do francês (textos de Lamartine), cultiva a epistolografia (Cartas a Uma Filha Que Vai Casar) e escreve poesia. Recreações Botânicas, poema em seis cantos dedicado às «Senhoras Portuguesas», prenuncia já o sentimentalismo romântico que avassalará a literatura anos mais tarde. A sua poesia está reunida nos seis volumes das Obras Poéticas da Marquesa de Alorna (1844).
http://www.vidaslusofonas.pt/marquesa_de_alorna.htm
publicado por João Chamiço às 00:44
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

JOSÉ MANUEL FULGÊNCIO

 

O José Manuel Fulgêncio deslocou-se propositadamente a Monte Real para contratar alojamento de férias na Residencial “A Colmeia”. Deslocação aparentemente desnecessária, já que ele e a família eram ali clientes habituais de longa data. Ora, o assunto em causa poderia perfeitamente ser tratado por telefone tal como nos anos passados.
Acontece que desta feita, o amigo Fulgêncio possuía um animal de estimação daqueles que esmorecem perante a ausência prolongada dos donos.
Bem, mas nada melhor do que ler o que se segue para ficar a perceber como foi que o Zé Manel obteve a anuência da Gerência da Pensão para levar o bicho para as Termas.
 
                                                              VIAGEM A MONTE REAL
 
Fui no domingo a Monte Real,
Ali perto de Leiria,
Aquela, da água termal,
Que deixa a tripa sadia.
 
Convidei um amigo meu,
P`ra me fazer companhia,
Levou a família como eu,
Não por sofrerem de azia.
 
Fui para tratar afinal,
De conseguir permissão,
P`ra levar um animal,
A estagiar na pensão.
 
Logo à entrada se vê
A placa de "Animais, não"!
Dúvidas, enfim porquê?
Se não é gato nem cão.
 
A questão foi posta então,
Talvez o pedido passasse,
E ouvi como condição,
Ter duas patas e falasse.
 
Vinha então a calhar bem,
Porque estava no contexto,
Mesmo com penas também,
Não serviria de pretexto.
 
Formuladas as conclusões,
Para a admissão formal,
Salvo novas opiniões,
Posso trazer o animal.
 
Ficou o registo no papel,
Para o ingresso sem mágoas,
O papagaio do Zé Manel,
Vai este ano para águas.
 
José Manuel Fulgêncio
2002-07-15
 
publicado por João Chamiço às 22:23
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

ALFREDO FORTUNATO

Estamos a procurar elementos sobre este poeta. Será que nos pode ajudar a obtê-los?

publicado por João Chamiço às 23:38
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JOSÉ CHAMUSCA

Estamos a procurar reunir elementos. Será que nos pode ajudar a obtê-los?

publicado por João Chamiço às 23:35
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HELDER MAÇÃO

HELDER MAÇÃO “ – Notas Biográficas -

Hélder Vitória Mação nasceu em Tancos a 6 de Setembro de 1965. Viveu alguns anos em Almeirim onde desenvolveu honroso trabalho cultural e granjeou numerosos amigos principalmente nos meios culturais. Aqui escreveu “RIMAS À VIDA” – De Alma e Coração – que ele próprio dedicou a título póstumo como tributo à sua então já falecida mãe.

Hélder Mação era possuidor de um vasto currículo cultural. Frequentou o Seminário Maior de uma Congregação Religiosa, a Universidade Católica de Braga, nos cursos de Teologia e Ciências Filosóficas e o Conservatório Regional da mesma cidade, tendo concluído os Estudos Musicais na Escola Superior de Música de Lisboa.

Cursou: Canto Superior, e técnica Vocal (Solfejo, Acústica, Polifonia e Harmonia, estudou ainda História da Música e Composição.

Tornou-se Maestro em 1984.

Em Dezembro de 1984 fundou o Grupo Coral de Tancos, em Janeiro de 1993 tornou-se o primeiro maestro do Orfeão de Almeirim. O Coro Juvenil do Orfeão de Almeirim foi também formado durante a sua regência, daí que o tenha ensaiado a par do Coro Adulto. Manteve essa actividade até 1999.

Também em 1993 fundou o Orfeão de Alpiarça do qual foi o primeiro Director Artístico.

Dirigiu interinamente o Coro da Sé de Lisboa.

A par da sua actividade musical e do emprego em Santarém, sobrava-lhe tempo para dar asas à paixão que pela escrita fervilhava dentro de si.

Publicou: “TANCOS – ETNOGRAFIA E FOLCLORE”

              “CÁ DENTRO” Livro de Poesia.

              “TANCOS – Ecos do passado e do Presente”

                                   E finalmente;

               “RIMAS À VIDA” – De Alma e Coração – em Outubro de 2001 foi a obra derradeira, pelo menos publicada.

A morte prematura aos 40 anos deixou mais pobre alguns meios Culturais. Em Almeirim a sua partida de entre nós foi particularmente sentida

 

 

“AS VINHAS”

 

Nestas terras, outrora eleitas por Baco,

Onde não correm nem leite nem mel

Mas bom néctar, mosto doce e opaco,

Muita vida. Pintura morta de um pincel.

                         

O vinho convida à alegria, à amizade

Se bebido com regra, com moderação.

Todos excessos estragam, na verdade,

Festas de sabores, paladares ou emoção.

                         

Vinhos abundam nesta terra de Almeirim,

Riqueza deste povo. A vindima é o fim

De um ano de trabalho árduo e dedicado.

                         

Gente que labuta nestes campos imensos

Suando aos trabalhos duros, mais intensos;

Mas que ao fim da faina é recompensado.

                                      Hélder Mação

publicado por João Chamiço às 23:32
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ANTÓNIO SERRALHEIRO FULGÊNCIO

Sobre António Fulgêncio, escreveu assim Francisco Henriques no prefácio do livro “ALMEIRIM, MINHA TERRA, MEU ENCANTO:

        Diz Fernando Pessoa num dos seus poemas Ocultistas, que

A morte é a curva da estrada, Morrer é só não ser visto.

           .

Será. Mas até dobrarmos o “cabo das tormentas” e alcansarmos os companheiros de jornada que se nos adiantaram, a saudade é dolorosa e inevitável.

Ao percorrer em pensamento a vasta galeria dos ausentes, revejo a imagem viva do António Fulgêncio, meu condiscípulo, amigo íntimo e sem mácula durante mais de sessenta anos.

Muito novo o conheci, vinha da Troia, (bairro de Almeirim) que para mim, menino tímido e confinado aos estreitos horizontes da sua rua, era como que um reino lendário e misterioso lá para os confins do Val’Virgo.

Chegava à aula sempre acompanhado do José Padre, seu vizinho e amigo, o que levou a dona Fernanda Sousa Gomes, nossa professora – e que professora! – A comentar certa vez:

- Lá vem o Padre e o Sacristão!

Por ser tão bom saltador, foi mais tarde guarda-redes do União.

Saídos da escola e sem asas para mais largos voos, seguiu cada um o seu destino – ele o de marçano, eu o de amanuense. Mas a mútua afeição manteve-se ininterruptamente vida fora.

Com os olhos benevolentes da amizade, via em mim um modelo nas manifestações do espírito, quando a triste verdade é que nunca fui modelar em coisa nenhuma.

Apurou a caligrafia; dedicou-se ao desenho e à caricatura; ao jogo das damas e ao charadismo;  e claro está, à poesia.

Autodidacta, tomou-se também do gosto pelos livros.

Morreu novo, súbita e inesperadamente, no local de trabalho – A velha e concorrida Loja Popular, em cuja montra exibia semanalmente uma quadra publicitária dos artigos expostos, por ele feita e desenhada em pura letra comercial.

                                                       Prefácio de  Francisco Henriques

.

.

São precisamente algumas dessas quadras publicitárias a que se referiu o poeta Francisco Henriques, e que constam do livro acima referido que aqui vos deixamos.

.

.

                  Botões

Os botões são sentinelas

Que vigiam das guaritas;

E quem passar ao pé delas

Vê caras muito bonitas.

.

Uma frase, já corrente,

O tom da moda, é garrido;

Mas sem o botão atraente

A graça; - foge ao vestido!

.

             Boné

Temos a invernia à porta

São tormentos e aflições;

O boné tudo suporta

Combate as constipações.

 

Numa noite, hora tardia

Onde reinava o silêncio;

Voz distante ainda dizia…

Boné bom, - só no Fulgêncio.

.

Mas António Fulgêncio não se ficou pelas suas quadras publicitárias. Também escreveu por exemplo este soneto e muitos outros.

Devo confessar que o meu preferido é aquele que ele dedica à sua VELHA ESCADA:

.

.

                AO AMANHECER

.

Manhã. Por entre folhas aparecem

A dar-nos os bons dias as lindas flores

Que nos presenteiam com seus odores

Que os nossos corações muito agradecem.

.

Pena é quando os dias entardecem

E que tombam aos tórridos calores,

Não tenham já vida seus multicores

E as plantas uma a uma desfaleçam.

.

Mais ao longe de ramo em ramo adejam

Abelhas operárias que mourejam

P’ra não faltar no seu cortiço o mel,

.

Se fossemos como elas operosas

As existências eram mais ditosas

A vida nunca saberia a fel.

.

              (página 15 do livro)

.

.

....................  A MINHA VELHA ESCADA ....................

.

Se Deus nos dá a resignação, para o Sacrifício resignado é o sacrifício da minha escada.

.

Ó velha escada, minha companheira

Em nova eras tão leve no transporte,

Tiveste na existência a mesma sorte

Que acompanhou teu dono a vida inteira.

.

Quando chegar a hora derradeira

Velhos, gastos, cansados e sem norte

Até parecerá suave a morte

E prémio à nossa vida de canseira.

.

Mas enquanto esse dia não chegar,

Eu vou subindo sem te magoar

Os teus já decrépitos degraus,

.

Muito ao de leve, porque estão velhinhos

E no presente querem só carinhos

Para te suavizar os dias maus.

.

.

(Página 35 do livro)

.

.

Nota: Os livros referidos neste blog podem, pelo menos alguns deles, ser consultados na Biblioteca Municipal de Almeirim, e provavelmente adquiridos.

 

publicado por João Chamiço às 23:20
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