Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

PALÁCIO DE SAL (Maria João B. Sousa)

                             

 

Ó meu palácio líquido e imenso

De torreões de espuma imaculada,

Todo bordado em renda recortada

Sobre esse fundo de um azul intenso...

 

São muralhas instáveis que condenso

Nesta imagem recorrente e inspirada

Que surge deste olhar-te e estar calada

Na profunda atenção que te dispenso...

 

Morada de sereias e tritões!

Estranha fauna deste imaginário

Eterno e colectivo ou irreal

 

Que habita para além desses portões

Que invento para ti, ó meu sacrário

Feito de sonhos e água com sal...

 

(Imagem retirada da Internet)

 

NOTA - Este é o segundo soneto com que concorri aos Jogos Florais.

                                                Maria João B. Sousa

 

           Clique no link em baixo para ver o blog da autora

             http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/73290.html

música: Óh Mar Salgado
sinto-me: Neptuno
publicado por João Chamiço às 23:01
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14 comentários:
De Maria João Brito de Sousa a 3 de Novembro de 2008 às 13:47
João... tenho estado a fazer a revisão gráfica do poetaporkedeusker, para o livro, e... olha, nem sei como te dizer isto, mas há uma gralha métrica neste soneto!
No segundo verso da segunda estrofe, onde se lê: "Nesta imagem recorrente e inspirada" deverá ler-se "Na imagem recorrente e inspirada".
Estás a ver? É nisto que dá andar a trabalhar com 14 animais em cima de nós! Ainda bem que não ganhei ou estaria de mal com a minha consciência...
Um grande abraço e desculpa ter-te feito publicar um soneto "gralhado"...
De Maria João Brito de Sousa a 4 de Novembro de 2008 às 16:38
Pois tens toda a razão João! Caramba! Foi mesmo pior a emenda que o soneto! Ando "enferrujada" e começo a desconfiar que estou a perder faculdades... mas eu até vos agradeço muito que me digam quando encontrarem "gralhas"! A sério. Na revisão estou a descobrir montanhas de erros, até ortográficos, vê lá tu! E o sapito está lento, muito lento, quase tanto como eu...
Uhmmm... tira, se puderes, o "nesta". Imagem recorrente e inspirada
Que surge deste olhar-te e estar calada
Na profunda atenção que te dispenso...

Assim está correcto.

Mas, em nome da fluência e da coerência do soneto, convém pôr um ponto final a seguir a condenso. Fazes-me esse favor?
Isto é uma vergonha! Não devia ser tão precipitada. Penso que funciono com muita precipitação para compensar o que não fiz durante muitos anos. Outras vezes penso que quero fazer tudo antes de ficar incapaz de o fazer... a verdade é que estou com muito trabalho, pouca saúde e demasiados animais para tratar.
Um grande abraço.

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