Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

JOÃO CHAMIÇO

 

CAUDAL INFINITO
(20 Quilómetros de Almeirim)
 
Core, Corre, num caudal infinito,
Como um rio, sem principio nem fim
Transformado em mar de gente, bonito
Que inunda de lés a lés Almeirim.
 
Correm nele, caras de tantas cores,
E correm crianças, velhos e novos.
Corram, corram, senhoras e senhores!
Que esta corrente é de todos os povos!
 
Corram, nesta corrente turbulenta
Em que se confundem; foz e nascente
Em vagas de preia-mar incontida.
 
Na mansa baixa-mar de marcha lenta
Em que mesmo os náufragos, facilmente
Se alheiam, de outras tragédias da vida.
 
João Chamiço
 
A todos os participantes e organizadores dos  20Km de Almeirim.

 

publicado por João Chamiço às 00:15
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

JOÃO CHAMIÇO

                  TRIBUTO A HELDER MAÇÃO

 

 Nos altares desta terra
Há um poema que encerra
Rimas, dores, emoção;
E em músicas de encanto
Foi num refrão de canção
Que te chorámos em pranto.
                     |
Hoje, foi a despedida
Desta tua curta vida
Foi tão breve o teu caminho;
Tudo nesta terra deste,
Mas à partida tiveste
Pagas de amor e carinho.
                    |
Quarenta anos intensos
De sobressaltos incensos
Moldaram o teu destino;
Hélder Vitória Mação;
Hoje teu corpo menino
Vencido, o deste ao chão.
                   |
Mas tua morada nova
Não se esgota nessa cova
Em que te vi sepultar;
Nas estrelas desesperam
Os poetas que escreveram
Teus versos por inventar.
                   |
Leva-lhes aquelas linhas
Que à mãe que então já não tinhas
Com saudades dedicaste;
Leva de teu pai o choro
E de teus irmãos em coro
As penas que lhes deixaste.
                   |
Tudo são sonhos, quimera
E a vida é primavera
De goivos, rosas, espinhos;
Mas os bens materiais
São as pedras dos caminhos
Que não vão p’ra onde vais.
 |
Almeirim, 2006-08-10
João Chamiço

  

 

                      20 Km de Almeirim

 

            Corre como um caudal infinito

Como um rio, sem principio nem fim
Transformado em mar de gente, bonito
Que inunda de lés a lés Almeirim.
.
Correm nele, caras de tantas cores,
E correm crianças, velhos e novos.
Corram, corram, senhoras e senhores!
Que esta corrente é de todos os povos!
.
Corram, nesta corrente turbulenta
Em que se confundem; foz e nascente
Em vagas de preia-mar incontida.
.
Na mansa baixa-mar de marcha lenta
Em que mesmo os náufragos, facilmente
Se alheiam, de outras tragédias da vida.
.
João Chamiço
publicado por João Chamiço às 01:57
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